Pragmata é o novo videogame de ação e aventura da CAPCOM que está sendo desenvolvido há anos, e nesta última semana, durante o The Game Awards, a empresa liberou uma demo especial chamada Pragmata – SKETCHBOOK, oferecendo um primeiro contato com o que podemos esperar do jogo completo. Passei cerca de vinte e poucos minutos com a demo no PC, adquirida via Steam, e as impressões iniciais são, no mínimo, bastante promissoras.
Logo de cara, o jogo apresenta uma dinâmica curiosa entre os
protagonistas. Hugh carrega a pequena android Diana nas costas, algo que
visualmente lembra Pauline em Donkey Kong Bananza, mas que na prática, remete
muito mais à relação construída entre os protagonistas da franquia de games The Last of Us. Existe uma conexão clara
entre os personagens, reforçada por interações constantes e por uma presença
ativa de Diana durante toda a jogatina.
A ambientação aposta em uma estética futurista elegante.
Hugh se encontra em uma estação espacial na Lua e precisa restabelecer a
energia para conseguir contato com a Terra. No meio dessa jornada, ele encontra
Diana, uma android que passa a acompanhá-lo e se torna peça-chave tanto no
combate quanto na resolução dos quebra-cabeças da aventura. O cenário lunar, aliado ao design
tecnológico da estação, cria uma atmosfera muito forte e visualmente
impactante.
Na parte de movimentação, Hugh pode pular, planar por curtos
períodos e esquivar, tudo isso consumindo “stamina”. A esquiva, em especial,
chama atenção por estar mapeada no botão RB, o que causa um certo estranhamento
inicial, principalmente para quem está acostumado com padrões mais
tradicionais. Não chega a ser um problema grave, mas exige adaptação.
O combate é focado em tiroteios em terceira pessoa. Hugh sempre carrega uma pistola básica, enquanto outras armas aparecem de forma temporária ao longo do caminho, desaparecendo assim que a munição se esgota. O grande diferencial, no entanto, está na forma como os inimigos são enfrentados: eles só se tornam vulneráveis após serem hackeados por Diana.
Esse processo
acontece em tempo real, no meio do combate, por meio de um minigame que lembra
sistemas vistos em jogos como Spider-Man e Watch Dogs. Usando os botões XYAB, é
preciso conduzir um fluxo de energia de um ponto a outro, e inimigos maiores
exigem múltiplos hacks para reduzir sua resistência. É uma mecânica ousada e
que realmente muda a dinâmica dos confrontos.
O jogo também conta com um scanner acionado pelo botão X,
que destaca objetos de interesse no cenário dentro de um certo raio, algo já
bem conhecido em diversos títulos atuais. Já a interação com quebra-cabeças, portas e
sistemas do ambiente acontece sempre por meio de Diana, reforçando o papel dela
como parte central da jogabilidade. Diana também se comunica o tempo todo, criando uma
presença constante e carismática.
No fim das contas, essa demo curta deixa uma impressão muito forte. Pragmata tem tudo para ser um jogo sensacional, com uma ambientação belíssima, uma proposta de combate diferente do padrão atual da indústria e uma narrativa que parece ser um de seus grandes trunfos. A aposta em Diana como um novo tipo de companheira funciona muito bem e remete emocionalmente a duplas marcantes dos videogames. É praticamente impossível não se apaixonar por Diana, e momentos simples, como Hugh chamando-a de “kiddo”, trazem aquele quentinho no coração que relembra a dupla Joel e Ellie, de The Last of Us, desde os tempos de interface entre o PlayStation 3 e o PlayStation 4.
PRAGMATA será lançado no dia 24 de Abril de 2026, para PS5, XBOX Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC.
Se a experiência final mantiver o que essa demo promete, a CAPCOM pode estar prestes a entregar mais uma propriedade intelectual memorável! E vocês, já jogaram a demo de Pragmata?
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