RESIDENT EVIL REQUIEM: Review Completo

 Arte do jogo Resident Evil: Requiem - Divulgação / CAPCOM

Este review foi possível graças à Meu Game Barato, onde você encontra lançamentos de PlayStation 5 com preços melhores. Se decidir comprar o jogo, por favor, considere usar o nosso CUPOM (BANSPODNERD5) — isso ajuda a mostrar à loja que esta análise foi relevante para você.

Resident Evil 9: Requiem é o mais novo capítulo da clássica franquia de survival horror da CAPCOM. Lançado em 2026 (mais precisamente, há 2 semanas atrás), o jogo mistura terror e ação e apresenta uma nova protagonista: a analista do FBI, Grace Ashcroft, que investiga os destroços de Raccoon City com a ajuda de um velho conhecido dos fãs da série, Leon S. Kennedy.

A história se passa em outubro de 2026, 28 anos após a destruição de Raccoon City durante os eventos de Resident Evil 3: Nemesis. Grace é filha da jornalista Alyssa Ashcroft, protagonista de Resident Evil: Outbreak, e agora trabalha como analista de inteligência do FBI. O caso que dá início à trama envolve uma série de mortes misteriosas entre sobreviventes da antiga Raccoon City, aparentemente ligadas a uma infecção tardia causada pelo Vírus T.

O ponto central da investigação leva Grace ao abandonado Hotel Wrenwood, local onde sua própria mãe foi assassinada na sua frente, 8 anos atrás. Ao chegar ao prédio, ela descobre evidências de que vinha sendo observada há muito tempo - mas antes que ela pudesse reagir à isso, a situação rapidamente sai do controle quando ela é atacada e sequestrada por Victor Gideon, um ex-cientista da Umbrella Corporation

Enquanto isso, Leon e Sherry Birkin também investigam a série de mortes, já que ambos são sobreviventes de Raccoon City e possuem ligação direta com os eventos do passado (mais precisamente, no jogo Resident Evil 2). Leon recebe ordens para ir até o hotel e chega a tempo de presenciar o sequestro de Grace, mas Gideon consegue escapar ao provocar um pequeno surto do Vírus T como distração. A partir daí, a perseguição leva os agentes até a clínica Rhodes Hill, onde novos mistérios começam a surgir.

Sem entrar em spoilers, dá para dizer que Requiem faz diversas conexões com eventos clássicos da franquia, tanto em termos de lore quanto em cenários e personagens. É necessário ter jogado todos os títulos anteriores para entender a história? Não. Mas certamente ajuda. Jogar pelo menos o Resident Evil 2 Remake (lançado em 2019) torna a experiência bem mais rica, especialmente para quem gosta de entender cada referência ao passado da saga.

Em termos de gameplay, fica claro que a CAPCOM decidiu adotar uma abordagem extremamente conservadora — no melhor sentido possível. O estúdio tentou agradar todos os públicos ao fundir duas fórmulas consagradas da franquia em um único jogo. A empresa já havia experimentado algo parecido em Resident Evil 8: Village (nosso review aqui), que alternava estilos e atmosferas ao longo das regiões do mapa, em referencia a diferentes jogos da franquia. Em Requiem, porém, essa ideia foi levada muito mais longe.

Na prática, a sensação é quase a de jogar dois jogos diferentes dentro da mesma campanha. Quando o controle está com Grace, o jogo assume uma perspectiva em primeira pessoa, com inventário simples baseado em slots individuais que vão sendo ampliados com pochetes, como RE2 e RE3 Remake. Já quando a narrativa passa para Leon, a experiência lembra diretamente Resident Evil 4 e também o seu Remake: inventário em formato de maleta, itens ocupando múltiplos espaços e a necessidade constante de organização para otimizar cada slot.

Curtiu o jogo?
Garanta Resident Evil: Réquiem agora na Meu Game Barato.

COMPRAR O JOGO

A diferença entre os dois protagonistas não fica apenas no inventário. Com Grace, a atmosfera é claramente inspirada em Resident Evil 7: Biohazard e no próprio Village. A protagonista é vulnerável, possui poucos recursos e vive em constante tensão. Muitas vezes a melhor estratégia é simplesmente fugir. Já Leon representa o lado mais voltado para a ação da franquia: possui mais munição, upgrades de armas, possibilidade de comprar e vender itens e até momentos de combate mais intensos contra hordas de inimigos, novamente, plenamente Resident Evil 4 Remake.

Essa dualidade se reflete em praticamente todos os aspectos do jogo. O HUD muda dependendo do personagem, os sistemas de crafting e salvamento possuem pequenas variações, a trilha sonora acompanha o ritmo de cada campanha e até os inimigos apresentam comportamentos diferentes. Grace passa boa parte do tempo assustada, lidando com ambientes claustrofóbicos e puzzles complexos, enquanto Leon mantém sua postura clássica de herói sarcástico que já enfrentou monstros demais para se impressionar.

O level design também reforça essa divisão. Com Grace, os cenários são mais labirínticos, repletos de quebra-cabeças, portas trancadas e aquele tradicional “vai e volta” que exige organização mental e atenção ao mapa. Já as seções com Leon apresentam áreas mais abertas, exploração com binóculos e combates mais intensos contra múltiplos inimigos.

A campanha alterna diversas vezes entre os dois personagens, embora cada um tenha longos trechos próprios. No fim das contas, a sensação é de jogar duas campanhas paralelas com pesos semelhantes dentro da mesma narrativa. Em termos de duração, o jogo fica em um meio-termo saudável: finalizei em cerca de 11 horas e meia. Não é o Resident Evil mais longo da série, mas também está longe de ser o mais curto. Todos lembram da frustração de Resident Evil 3 Remake. Como tradição em alguns títulos da franquia, Requiem também apresenta dois finais diferentes, ligados a uma decisão importante que o jogador precisa tomar perto do final da história, preste atenção ao enredo.

No fim das contas, Requiem parece representar um ponto de equilíbrio para a franquia. A CAPCOM conseguiu juntar duas fases muito diferentes da série — o survival horror clássico e a ação mais moderna — em uma experiência única e coesa. Para usar uma analogia pop, é quase como se o estúdio tivesse encontrado o “equilíbrio perfeito” entre os dois estilos que dividiram os fãs durante tantos anos.

RESIDENT EVIL REQUIEM já está disponível para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, XBOX Series X/S e PC.

Disclosure: Eu, Ricardo, redator do blog BansPodNerd, recebi uma cópia gratuita para review da loja Meu Game Barato.

Link para o aplicativo Meu Game Barato - Clique aqui 

Contato (Whatsapp) loja Meu Game Barato – Clique aqui 

Link para o site da loja Meu Game Barato – Clique aqui

Postar um comentário

1 Comentários

  1. As partes de jogar com o Leon são incríveis mas jogar com a Grace tbm é legal

    ResponderExcluir