EXTERMÍNIO: Quarto filme aposta no terror e se garante na simplicidade

O quarto filme da franquia Extermínio conseguiu melhorar o que o filme anterior deixou a desejar. Aposta em um terror psicológico e em um roteiro simples com um escopo menor, garantindo a melhor imersão no universo e a sensação de solidão apresentados no primeiro longa.

Ralph Fiennes em pôster do filme Extermínio: O Templo dos Ossos - Divulgação / Sony Pictures

ATENÇÃO: SEM SPOILERS de Extermínio: O Templo dos Ossos

A nova produção é continuação direta de Extermínio: A Evolução e é estrelada por Ralph Fiennes (Conclave) que volta a interpretar o personagem Ian Kelson. E também o elenco conta com Jack O'Connell (Pecadores) voltando como Jimmy e Alfie Williams (His Dark Materials) retornando no papel de Spike. Dessa vez a história desses personagens se cruzam e gera uma imersão voltada para o terror psicológico e foca em um enredo mais contido e mais simples.

Visual de Jack O'Connell como Jimmy e seu grupo em trailer de Extermínio: O Templo dos Ossos - Reprodução / Sony Pictures

A qualidade dessa sequência é que os infectados viram um plano de fundo e dá espaço aos humanos e o quanto esse apocalipse está mexendo com a mente deles. Especialmente ao de Jimmy liderando o seu grupo chamado de Dedos, sendo um grupo violento o qual tem o prazer e diversão de gerar violência contra outras pessoas. Lembrando muito o filme Laranja Mecânica, lançado no ano de 1971.
Único ponto falho é com o personagem Spike, que tem todas as chances de escapar desse grupo violento e infelizmente o roteiro acaba baixando todas as suas habilidades e transforma o garoto em uma pessoa inocente, já que no filme anterior ele dividia o protagonismo com o Jamie (Aaron Taylor-Johnson) e era um caçador nato igual ao pai.

Ralph Fiennes em trailer do filme Extermínio: O Templo dos Ossos - Reprodução / Sony Pictures

Kelson por sua vez tem cada vez mais a sua paixão e idolatria ao Templo dos Ossos e vemos a sua relação com um Alfa (uma variação forte dos infectados). Além disso, vemos cada vez mais esse propósito do protagonista e também o que foi esse tipo de infectado estudado por ele. Mesmo que a resolução disso seja algo mágico, fazendo com que seja necessário ligar o senso de descrença para absorver, mas, é algo aceitável.
Quando esse Alfa tem seu espaço na história temos o lado imersivo e o lado agressivo. A violência gráfica continua, pois a franquia Extermínio é isso e não tem para onde correr. Lado imersivo pois o filme entrega em partes quem foi ele e o lado agressivo mostra que é uma criatura implacável comparado aos infectados comuns. As filmagens em cenários abertos e fechados nesses dois momentos ajudam a compreender isso.

Ralph Fiennes e Jack O'Connell em trailer de Extermínio: O Templo dos Ossos - Reprodução / Sony Pictures

A loucura acontece de verdade quando os dois personagens principais se encontram e precisam provar seus propósitos na história. A trilha sonora da banda Iron Maiden é o destaque, gerando mais loucura ao assistir e também desconforto, uma sensação bizarra e chamativa demonstrada em tela.
O filme termina com gancho para mais histórias e também com a volta de um personagem importante que teve a sua aparição no primeiro filme. Que será importante para essa nova trilogia.
Trailer do filme Extermínio: O Templo dos Ossos - Reprodução / Sony Pictures

O quarto filme de Extermínio é uma melhora do filme anterior e aposta em três núcleos para contar a sua história. Não conta o que aconteceu com esse mundo, já que isso é mostrado na produção anterior. É necessário assistir Extermínio: A Evolução para entender esse, pois acontece de onde parou. A filmagem em cenários abertos facilita na compreensão dos fatos e te deixa mais apresentado a essa história e uma história mais contida garante a melhor experiência e melhora o que o filme 3 errou.

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