ASSASSINS´S CREED VALHALLA: Contexto histórico e séries pra assistir

Arte do jogo Assassin´s Creed Valhalla - Divulgação - Ubisoft

Uma das maiores qualidades da franquia Assassin’s Creed sempre foi sua capacidade de despertar interesse por períodos históricos. Com Assassin’s Creed Valhalla, a Ubisoft nos leva para a Inglaterra do século IX, em meio às invasões vikings e aos conflitos que moldariam o nascimento da futura Inglaterra. Mas a experiência pode ficar ainda mais rica quando combinada com séries, filmes e outras obras que retratam o mesmo período.

Antes da chegada dos vikings, a ilha britânica já havia passado por profundas transformações. Séculos antes, a região foi conquistada pelos romanos, que deixaram cidades, fortalezas e monumentos que ainda podem ser vistos no próprio jogo, como a famosa Muralha de Adriano. Com o enfraquecimento do Império Romano, os povos anglo-saxões ocuparam grande parte do território, formando reinos independentes como Wessex, Mércia e Northumbria.

Foi nesse cenário fragmentado que os vikings começaram suas incursões. O saque ao mosteiro de Lindisfarne, em 793 d.C., costuma ser apontado como o início da Era Viking. O que começou como ataques isolados rapidamente evoluiu para invasões organizadas e tentativas de colonização. Em 865 d.C., o chamado Grande Exército Pagão desembarcou na Inglaterra, alterando para sempre a história da região.

É justamente nesse contexto que Assassin’s Creed Valhalla se desenrola. Na pele de Eivor, acompanhamos a expansão dos nórdicos pela Inglaterra enquanto estabelecemos alianças, construímos assentamentos e participamos dos conflitos entre saxões e invasores. O jogo retrata figuras históricas importantes, incluindo Alfredo, o Grande, rei de Wessex e principal responsável pela resistência saxã que mais tarde abriria caminho para a unificação inglesa.

Para quem deseja mergulhar ainda mais nesse período, poucas obras complementam tão bem a experiência quanto The Last Kingdom. Baseada nos romances de Bernard Cornwell, a série acompanha Uhtred de Bebbanburg, um saxão criado por vikings que vive dividido entre as duas culturas. Diversos personagens e eventos retratados na série aparecem direta ou indiretamente em Valhalla, tornando a combinação quase perfeita para quem quer entender melhor o contexto histórico do jogo.

Outra recomendação obrigatória é Vikings (1ª temporada). Embora tenha um tom mais voltado para a mitologia e dramatização dos acontecimentos, a série mostra o início das grandes invasões nórdicas através da trajetória de Ragnar Lothbrok e seus descendentes. É uma excelente forma de compreender como a presença viking cresceu até chegar ao cenário retratado em Valhalla.

Já para os fãs de animação, Vinland Saga oferece uma visão mais madura e realista do mundo nórdico. A história se passa mais de um século após os eventos do jogo, durante o período em que os dinamarqueses já exerciam enorme influência sobre a Inglaterra. A obra funciona quase como uma continuação histórica dos acontecimentos iniciados em Valhalla, mostrando as consequências de gerações de conflitos entre saxões e escandinavos.

 A linha do tempo fica ainda mais interessante quando incluímos o filme The Last Kingdom: Seven Kings Must Die. A produção retrata a consolidação da Inglaterra sob o reinado de Athelstan, neto de Alfredo, considerado o primeiro rei de uma Inglaterra unificada. A partir daí, chegamos ao contexto histórico que mais tarde serviria de pano de fundo para Vinland Saga.

Para quem deseja aproveitar ao máximo essa jornada histórica, existe uma sequência quase perfeita:

Vikings → Assassin’s Creed Valhalla + The Last Kingdom → The Last Kingdom: Seven Kings Must Die → Vinland Saga

Juntas, essas obras cobrem cerca de trezentos anos de história, desde os primeiros ataques vikings até a consolidação da Inglaterra medieval e os conflitos que surgiram após sua unificação.

No fim das contas, Assassin’s Creed Valhalla vai muito além de um simples jogo de ação em mundo aberto. Ele funciona como uma porta de entrada para um dos períodos mais fascinantes da história europeia. Quando combinado com séries, filmes e outras obras ambientadas na mesma época, cada batalha, aliança e conquista ganha um significado muito maior.

Se você está começando sua jornada em Valhalla — ou pensando em revisitar a Inglaterra de Eivor — vale a pena embarcar também nessas histórias. A experiência fica muito mais completa, e a sensação de estar vivendo um pedaço da história se torna ainda mais intensa.

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