MOUSE P.I. FOR HIRE: Primeiras Impressões

Arte do jogo Mouse P.I. for Hire - Divulgação / PlaySide Studios

Mouse: P.I. for Hire é um FPS de 2026 com uma proposta estética simplesmente fora da curva. Desenvolvido pela Fumi Games e publicado pela PlaySide Studios, o jogo aposta pesado em uma direção de arte inspirada no estilo “rubberhose” dos desenhos animados dos anos 1930 — e acerta em cheio logo de cara.

A história se passa em Mouseburg, uma cidade fictícia claramente inspirada em Nova York da década de 30, com direito a proibição de queijo, corrupção, indústria do entretenimento e criminalidade generalizada. Você controla Jack Pepper, um detetive que se envolve em uma investigação misteriosa em meio a esse cenário caótico, repleto de gangues, violência e operações ilegais como o “cheeselegging”.

O grande destaque aqui é o conceito artístico: uma mistura que lembra Cuphead com Doom. O visual em preto e branco, com animações elásticas e expressivas, traz uma identidade muito forte. O protagonista remete diretamente ao estilo dos primeiros personagens animados da época — e ganha ainda mais vida com a voz de Troy Baker, conhecido por trabalhos como Joel em The Last of Us e Indiana Jones em Indiana Jones and the Great Circle.

O jogo também capricha na ambientação sonora: há filtros que simulam áudio de vinil antigo e opções visuais que recriam limitações de TVs da época, reforçando ainda mais a imersão. É um pacote artístico muito coeso e cheio de personalidade.

No gameplay, a proposta é clara: FPS old school, direto ao ponto. Nada de mirar com gatilho — aqui o combate segue a linha clássica de jogos como Doom, o recente Metal Eden (clique aqui para ler nosso review) e até os primeiros Halo: Combat Evolved. A movimentação é rápida, com dash e ataque físico liberados logo no início, consumindo stamina. O ritmo é frenético, mas acessível.

A estrutura inclui missões principais e secundárias (no estilo investigações), além de colecionáveis e alguns puzzles simples para acessar áreas secretas. Os mapas, pelo menos no início, são relativamente lineares, mas contam com um sistema curioso: ao apertar o direcional para baixo, um pincel animado surge e indica o caminho principal. Isso permite explorar com mais calma sem medo de se perder.

A munição é limitada, mas não chega ao nível de escassez de um survival horror como Resident Evil — dá para manter o ritmo sem grandes preocupações. O sistema de cura utiliza xaropes espalhados pelo cenário, e após algum progresso o personagem ganha uma barra de escudo, reforçando ainda mais a inspiração em clássicos como Wolfenstein 3D.

Outro charme está no sistema de salvamento: máquinas de escrever espalhadas pelo mapa funcionam como pontos de save, reforçando a estética retrô do jogo.

Tecnicamente, o jogo é extremamente leve. Rodou com facilidade em um portátil Ayaneo Geek (Ryzen 7 6800U) em qualidade alta, e em PCs mais potentes o desempenho é ainda mais tranquilo. Isso torna a experiência bastante acessível em diferentes configurações.

Com três níveis de dificuldade, o modo normal é bem equilibrado, enquanto o hard oferece um desafio mais interessante para quem busca algo mais intenso. Nos primeiros minutos, Mouse: P.I. for Hire já deixa claro seu foco: gameplay sólido, controles responsivos e uma direção de arte que é, sem exagero, o grande ouro do projeto.

Custando na faixa dos 80 a 90 reais, o jogo se apresenta como uma excelente opção para fãs de FPS mais clássicos, que preferem algo mais direto e estilizado, longe da pegada mais “hardcore competitiva” de títulos modernos.

MOUSE: P.I. FOR HIRE está disponível para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, XBOX Series X/S e para PC. Versões para Nintendo Switch, PlayStation 4 e XBOX One estão em desenvolvimento.

Fica a expectativa para ver como essa experiência vai evoluir até o review completo!

Agradecemos especialmente à distribuidora PlaySide Studios pela chave de review recebida via plataforma Keymailer.

Disclosure: Eu, Ricardo, redator do blog BansPodNerd, recebi uma cópia gratuita para review via https://www.keymailer.co.


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