METAL EDEN: Review Completo

Arte do jogo Metal Eden - Divulgação - Deeep Silver

Desenvolvido pela Reikon Games e publicado pela Deep Silver, em 2025, Metal Eden aposta forte em uma ambientação sci-fi para entregar um shooter frenético que claramente bebe de várias fontes consagradas da indústria. A narrativa gira em torno de ASCA, uma super unidade criada para proteger os cidadãos da cidade de Éden e viabilizar os planos de colonização espacial da humanidade, que nesse universo já transcendeu seus limites físicos ao armazenar consciências em unidades digitais — uma ideia que lembra bastante Altered Carbon (Netfilx, 2018).

No gameplay, o jogo segue a linha de FPS acelerado, com combates intensos que remetem diretamente a Doom (2016). O ritmo é constante e agressivo, exigindo movimentação contínua, uso inteligente das armas e domínio das mecânicas. O jogador conta com pulo duplo, mochila com propulsão para planar — lembrando bastante a mobilidade de Starfield — além da possibilidade de correr pelas paredes (como em Titanfall), o que amplia bastante as opções de movimentação durante os combates.

O arsenal é composto por sete armas diferentes, cada uma com modos de tiro alternativos, acessadas por uma roda de armas tradicional. Há também ataque físico no botão, além de um gancho que permite alcançar pontos específicos do cenário, em um sistema que lembra BioShock Infinite. Entre as mecânicas mais interessantes está a possibilidade de absorver núcleos dos inimigos derrotados, podendo usá-los como projéteis ou consumi-los para carregar ataques mais poderosos.

A estrutura de progressão segue o padrão moderno: pontos de habilidade são adquiridos e investidos em uma árvore de upgrades, enquanto melhorias de armas podem ser feitas em estações específicas usando a moeda do jogo, chamada “poeira”. O jogador também gerencia barra de vida e escudo — este último funcionando de maneira semelhante ao visto em Wolfenstein — além de utilizar um scanner para identificar pontos de interesse no cenário, embora a exploração não seja exatamente o foco da experiência.

Visualmente e na ambientação, Metal Eden remete bastante HALO, tanto pelo design dos cenários quanto pelos inimigos. Criaturas menores lembram os clássicos Grunts, enquanto inimigos mais ágeis e resistentes evocam os Elites, criando uma sensação constante de familiaridade. Essa inspiração também aparece na interação com a IA Nexus, que acompanha o jogador ao longo da jornada.

O loop de gameplay segue uma estrutura bastante clara: avanço por corredores, entrada em arenas com hordas de inimigos, progressão e melhorias, seguido por novas arenas. Esse ciclo funciona bem no início, entregando combates intensos e satisfatórios, mas com o tempo pode se tornar repetitivo, especialmente pela simplicidade do level design que tenta incentivar exploração, mas não consegue aprofundar essa proposta.

Um dos momentos mais interessantes surge quando o jogo introduz a mecânica de transformação em esfera, permitindo ataques com choques e mísseis em alta velocidade. A ideia lembra bastante a clássica Morph Ball de Metroid, embora aqui seja voltada para áreas mais abertas e combates dinâmicos, e não para exploração de espaços apertados.

No geral, Metal Eden é um shooter competente e divertido, que mistura elementos de HALO, Doom e Wolfenstein em uma experiência sólida, ainda que pouco inovadora. A ambientação e o combate são seus pontos fortes, mas o level design simplificado e a repetição das arenas acabam limitando o potencial do jogo a longo prazo. Ainda assim, é uma opção interessante para quem busca ação rápida, direta e sem muita enrolação.

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