Forza Horizon 6 finalmente chegou para PC e XBOX Series X/S, trazendo a franquia da Playground Games para um dos cenários mais pedidos pelos fãs ao longo de anos: o Japão! Disponível no XBOX Game Pass logo no lançamento, o novo capítulo da série pega toda a fórmula já consolidada de Horizon e joga isso dentro de um mapa gigantesco recheado de montanhas, cidades iluminadas, estradas sinuosas, florestas temperadas e pequenas vilas japonesas extremamente detalhadas.
A primeira coisa que chama
atenção é justamente a ambientação. O Japão de Horizon 6 é absurdamente bonito.
A Playground claramente estudou relevo, vegetação, arquitetura e atmosfera do
país para criar um mundo extremamente convincente. Pessoalmente, gostei muito
mais deste mapa do que o México de Forza Horizon 5: existe uma variedade visual muito
maior aqui, onde você sai de uma região urbana gigantesca inspirada em Tóquio e
poucos minutos depois já está subindo montanhas, atravessando estradas rurais
ou entrando em florestas densas cheias de curvas fechadas.
Diferente de Assassin’s Creed
Shadows, onde a vegetação funciona quase como uma barreira natural para limitar
exploração, aqui o jogo deixa você simplesmente se embrenhar na mata com o
carro. Dá pra sair completamente da estrada e explorar áreas escondidas
procurando carros abandonados em celeiros, atalhos ou simplesmente apreciando o
cenário. O mesmo vale para as regiões montanhosas, que trazem uma verticalidade
muito mais interessante para o mapa.
Outro recurso excelente que
retorna é o modo drone . E sinceramente, ele ajuda ainda mais a perceber o
cuidado absurdo da Playground Games na construção desse Japão virtual.
Sobrevoando o mapa fica evidente o nível de detalhe colocado em estradas,
bairros, vegetação e formações naturais. É facilmente o mapa mais bonito e
ambicioso da franquia.
Além disso, estamos falando do
maior mapa já feito em um Forza Horizon. A presença de uma grande metrópole
inspirada em Tóquio ajuda muito nessa sensação de novidade. Depois do México de
Horizon 5 e da Inglaterra de Horizon 4, finalmente temos um ambiente urbano
gigantesco cheio de letreiros luminosos, rodovias elevadas e ruas apertadas que
mudam bastante a dinâmica das corridas.
Como já virou tradição da
franquia, existe uma quantidade absurda de carros, dinheiro e eventos. O jogo
continua incentivando o jogador a experimentar diferentes categorias de
veículos ao invés de ficar usando apenas o carro favorito o tempo inteiro. Só que
agora Horizon 6 ficou ainda mais específico nesse aspecto: muitas corridas
exigem classes exatas de tunagem. Não adianta chegar com um carro acima ou
abaixo da categoria permitida. Você realmente precisa preparar ou modificar o
veículo exatamente para aquele evento.
Isso acaba incentivando bastante
o uso da oficina e da customização. Felizmente o sistema continua excelente. E
uma novidade bem interessante é que agora você pode comprar alguns carros
estacionados aleatoriamente pelas ruas do mapa. Pequeno detalhe, mas que ajuda
bastante na imersão.
Outro retorno muito legal é o
sistema de presentes entre jogadores. Assim como em Horizon 5, você pode doar
carros para jogadores aleatórios. O veículo aparece em um celeiro para outra
pessoa encontrar. É uma mecânica simples, mas que continua dando bastante
personalidade para a comunidade do jogo.
Também retornam as atividades
secundárias clássicas da franquia: corridas contra adversários malucos,
desafios específicos, barn finds, entregas e eventos espalhados pelo mapa
inteiro - inclusive, o mapa continua absurdamente poluído de ícones e atividades. Recomendo fortemente usar os filtros e
deixar visível apenas aquilo que você realmente pretende fazer no momento.
Uma melhoria excelente foi no
sistema de viagem rápida. Agora você pode viajar praticamente para qualquer
lugar do mapa, desde que já tenha passado anteriormente pela região. E o
melhor: sem custo. Parece algo pequeno, mas melhora absurdamente a fluidez da
experiência, principalmente considerando o tamanho gigantesco do mapa.
Outro detalhe curioso é que
Horizon 6 expandiu ainda mais a personalização das casas. Pra quem gastou
dezenas de horas montando residência em jogos como Crimson Desert, aqui também
existe bastante espaço para brincar com decoração e customização dos imóveis.
A progressão é baseada no sistema
de pulseiras, aumentando sua reputação dentro do festival Horizon conforme
participa de corridas e atividades. Também seguem presentes as várias estações
de rádio tradicionais da franquia, mantendo aquela vibe descontraída e estilosa
típica da série.
Agora… nem tudo são flores. A
personalidade “teen geração Z” exageradamente forçada continua firme e forte.
Os diálogos e o clima dos personagens ainda passam muito aquela sensação meio
artificial, parecida com Watch Dogs 2 e The Crew. Em vários momentos bate até
uma saudade do clima mais simples e direto, até maduro, de Need for Speed
Underground 2 e Most Wanted.
Visualmente, apesar do jogo ser
lindíssimo, também não espere um salto gráfico absurdo em relação a Horizon 5.
Existe evolução na iluminação, densidade do cenário e detalhes ambientais, mas
nada revolucionário. Em compensação, a otimização no PC impressiona bastante. O
jogo roda extremamente bem mesmo em hardware mainstream, mantendo ótima
qualidade visual e estabilidade.
Depois de algumas horas de
gameplay dá pra ver que Forza Horizon 6 talvez não reinvente completamente a
franquia, mas entrega exatamente aquilo que os fãs queriam há anos: um Horizon
no Japão. E só essa mudança de ambientação já foi suficiente para renovar
bastante a experiência. A Playgrounds Games novamente mostra domínio absurdo do
gênero arcade de corrida em mundo aberto, entregando um jogo gigantesco,
bonito, divertido e perigosamente viciante.

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