
Arte do jogo Botany Manor - Divulgação / Balloon Studios
É uma experiência em primeira pessoa
ambientada em uma elegante mansão vitoriana inglesa, no ano de 1890.
O jogador assume o papel de Arabella Greene, uma botânica determinada a
concluir sua obra científica Flora Esquecida, dedicada ao estudo de
espécies raras e incomuns de plantas.
A estrutura do jogo convida à exploração livre da mansão e
de seus jardins, com diversos cômodos e áreas externas interligadas que formam
uma paisagem bucólica do interior da Inglaterra. Cada espaço guarda pistas
importantes — livros, cartas, cartazes e engenhocas típicas da era vitoriana —
que ajudam tanto na resolução dos quebra-cabeças quanto na construção da
narrativa.
O grande foco da jogabilidade está no cultivo das plantas.
Embora sejam espécies fictícias, elas são inspiradas em fenômenos reais da
natureza, o que exige observação, lógica e criatividade. Para fazê-las crescer,
é preciso manipular variáveis como luz, temperatura, umidade e outros fatores,
utilizando os recursos disponíveis pela casa de forma engenhosa.
À medida que o jogador avança de sala em sala, mais detalhes
sobre a trajetória pessoal e profissional de Arabella vêm à tona, incluindo os
obstáculos enfrentados por ela em um período em que a carreira científica
feminina era constantemente desvalorizada. Essa camada narrativa surge de forma
sutil, integrada ao ambiente e à exploração.
Com um ritmo calmo e uma atmosfera acolhedora, Botany Manor
aposta em uma proposta relaxante e contemplativa, incentivando o jogador
a desacelerar, observar o ambiente e aproveitar a experiência sem pressa. É o
tipo de jogo ideal para quem busca algo mais tranquilo, quase meditativo —
literalmente um convite para parar e cheirar as flores.
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