O jogo Code Violet trouxe uma proposta que remete imediatamente a clássicos do gênero survival horror. Foi desenvolvido pela TeamKill Media e publicado exclusivamente para o Playstation 5.
| Arte oficial do jogo Code Violet - Divulgação / TeamKill Media / Sony |
Desde os primeiros minutos, é impossível não lembrar de Dead
Space e Resident Evil, com uma identidade que também se aproxima
bastante de Cronos: The New Dawn. A inspiração é clara e está presente
tanto na estrutura do gameplay quanto nas escolhas de design, o que, por si só,
não é um problema — o desafio aqui é executar bem essas ideias.
O jogo aposta em sistemas já conhecidos do gênero, como combinação
de itens para criar munição e itens de cura, além do uso de pílulas de
cores diferentes, claramente inspiradas na série de jogos Resident Evil. A
movimentação da personagem principal é propositalmente lenta e isso é algo que reforça a tensão, que lembra bastante o ritmo mais pesado visto em Cronos: The New Dawn. O HUD é limpo e
funcional, com a porcentagem de vida exibida diretamente no braço da
protagonista, uma referência direta a Dead Space que funciona bem e contribui
para a imersão. Há também uma boa variedade de armas, um inventário limitado,
porém organizável ee decisões constantes sobre o que carregar ou deixar para
trás.
Infelizmente o aspecto técnico deixa a desejar. Os gráficos
são estranhos e visivelmente ultrapassados, passando a sensação de algo mais
próximo da era dos consoles PlayStation 3 e Xbox 360 do que de um título da era atual. Os
personagens são robóticos, com animações duras e pouca expressividade facial. O que prejudica bastante o impacto narrativo. Além disso, há problemas evidentes
com serrilhado e flickering, possivelmente ligados a alguma falha no FSR ou no
antialiasing, algo que quebra a imersão durante o gameplay. É
o tipo de problema que parece solucionável com patches de correção, mas que no estado atual
incomoda bastante.
Também vale destacar que Code Violet não se posiciona como
um grande AAA no padrão PlayStation Studios — e isso se reflete tanto no escopo
quanto no preço. O jogo não é vendido a valor cheio, custando cerca de R$290,00. Ainda assim, certas falhas vão além do que o preço consegue justificar.
O jogo está totalmente em inglês, com a única opção de legendas em português
brasileiro restrita aos diálogos, sem localização completa de menus ou textos.
Depois do adiamento em dezembro, a sensação é que Code Violet acabou sendo lançado em janeiro sem estar totalmente pronto.
Essa impressão se torna ainda mais forte por conta de um problema sério que
afetou diretamente minha experiência. Após algumas horas de jogo, encontrei um
item que expandia o tamanho do inventário — algo crucial em qualquer survival
horror, como bem sabem quem jogou Resident Evil 2 ou Cronos. Poucos minutos
depois, morri, e o jogo simplesmente bugou. Perdi a expansão do inventário, o
item não voltou para o local original e não há como recuperá-lo. Reiniciei o
jogo várias vezes, voltei ao ponto onde o item deveria estar e nada.
O problema se agrava pelo fato de o jogo não possuir
múltiplos saves ou pontos de checagem alternativos. Não há como carregar um
estado anterior da campanha. Na prática, isso significa que perdi completamente
meu progresso e vou precisar recomeçar o jogo do zero para conseguir finalizar
a análise. É um erro grave, que compromete a experiência de qualquer jogador e
precisa ser corrigido com urgência.
Por enquanto fica a expectativa por um update que resolva
esses problemas técnicos e de progressão. Tomara que isso aconteça a tempo para nós do BansPodNerd conseguir trazer uma análise mais detalhada e trazer pontos positivos.
Code Violet é exclusivo de PlayStation 5.
Review em andamento! Em breve traremos uma análise completa da experiência.
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