Avatar: Frontiers of Pandora é um jogo desenvolvido pela Massive Entertainment e publicado pela Ubisoft, lançado originalmente em 2023, e que passou por uma transformação significativa ao longo do tempo, especialmente após a grande atualização liberada em dezembro de 2025. Inicialmente concebido como um FPS muito próximo da fórmula consagrada da franquia Far Cry — lembrando bastante Far Cry Primal, mas agora com armas de fogo — o jogo ganhou uma nova identidade quando passou a permitir a jogabilidade em terceira pessoa, mudando completamente a forma como Pandora é explorada e vivenciada.

Arte oficial do jogo Avatar Frontiers of Pandora - Divulgação / Ubisoft
O grande destaque de Avatar: Frontiers of
Pandora sempre foi a história. A narrativa é envolvente do começo ao fim e
desperta constantemente a curiosidade do jogador sobre a cultura dos Na’vi, os
animais que habitam Pandora, os Ancestrais e até mesmo a flora do planeta. A
história se passa anos após o primeiro filme e acontece praticamente em
paralelo aos eventos do filme Avatar: O Caminho da Água , lançado no ano de 2022 e expandindo o universo criado
por James Cameron (Aliens: O Resgaste) de forma muito respeitosa e coerente com o material original.
O combate é fluido, mas longe de ser
simples. Mesmo na dificuldade mais baixa, não é possível sair enfrentando
inimigos de forma descuidada. Os adversários causam muito dano, enquanto você,
apesar de ser um Na’vi ágil, rápido e forte, é relativamente frágil. Essa
escolha de design casa perfeitamente com a lore da franquia e reforça a ideia
de que estratégia, movimentação e uso inteligente do ambiente são fundamentais
para sobreviver em Pandora.
A atualização de dezembro de 2025 foi um
divisor de águas para o jogo. Antes dela, apenas o voo com o Ikran acontecia em
terceira pessoa, enquanto todo o restante era jogado em primeira. Com a
mudança, quase toda a experiência passou a ser em terceira pessoa, com exceção
da natação e dos diálogos com NPCs. Na minha experiência — tendo zerado a
campanha principal em primeira pessoa e jogado as DLCs em terceira — a mudança
elevou o jogo a outro patamar. O campo de visão melhora, a exploração se torna
mais prazerosa e, curiosamente, a imersão aumenta. Fica mais fácil se situar em
Pandora, apreciar os gráficos lindíssimos e lidar com o combate sem aquela
sensação estranha que o FPS às vezes transmitia. Como os Na’vi são leves,
rápidos e extremamente ágeis, essa transição para a terceira pessoa não causa
estranhamento algum; pelo contrário, faz sentido dentro da narrativa. O jogo
deixa de parecer um FPS tradicional e passa a ter muito mais cara de um jogo de
ação e aventura. O único ponto que continua esquisito é a mecânica de pulo —
especialmente o pulo concentrado — algo que já me incomodava até em Far Cry,
mas que em terceira pessoa fica um pouco mais fácil de administrar graças à
melhor leitura do espaço.
Ao longo de 2024, o jogo recebeu duas
expansões de história, que são elas The Sky Breaker e Secrets of the Spires. The Sky Breaker
dá continuidade direta aos eventos da campanha principal e se passa durante o
Grande Festival de Jogos dos clãs Na’vi, um momento de celebração das vitórias
contra a RDA. Como era de se esperar, a paz não dura muito. Um novo comandante
da RDA, Harding, surge com tecnologias avançadas e táticas inéditas, forçando
os clãs a defenderem Pandora mais uma vez. A DLC leva o jogador a uma nova região
das Planícies Superiores, o Coração das Planícies, com biomas inéditos como os
Campos Prismáticos e as Terras Gramadas, ampliando ainda mais a diversidade do
mundo aberto.
Secrets of the Spires segue expandindo a
narrativa central de unir os clãs Na’vi contra a exploração desenfreada da RDA.
Nela, somos apresentados ao clã Kame’tire, habitantes da Floresta Nublada, cuja
cultura é profundamente ligada ao voo com seus Ikran. A expansão mantém a
espinha dorsal da campanha principal — a luta contra o “povo do céu” — e
adiciona novas camadas culturais ao universo do jogo, reforçando o senso de
pertencimento e identidade dos Na’vi.
Já em 2025, junto com o lançamento do
terceiro filme da franquia, Avatar: Fire and Ash, chegou a terceira DLC, From
the Ashes, lançada literalmente no mesmo dia. Diferente das expansões
anteriores, essa DLC não é integrada diretamente ao mundo do jogo base e deve
ser iniciada a partir do menu principal. Embora seja possível importar seu
personagem Sarentu, ele assume um papel secundário, e o protagonista controlado
pelo jogador passa a ser So’lek, um personagem importante da campanha original.
From the Ashes traz uma mudança visual
marcante. A paleta azul vibrante dá lugar a tons de vermelho, cinza e preto,
fazendo referência direta ao fogo e às cinzas que dominam a temática da DLC e
do novo filme. Áreas antes exuberantes agora estão devastadas, criando um
contraste forte e impactante com o que o jogo sempre apresentou. A história se
passa um ano após os eventos do jogo base e das duas primeiras expansões e
segue um caminho narrativo muito interessante, colocando o jogador na missão de
salvar os Sarentu de ameaças humanas e também de um novo clã Na’vi, o clã
Mangkwan — o Clã das Cinzas — que rejeita Eywa. A inversão de papéis funciona
muito bem: desta vez, você é So’lek salvando seus antigos aliados, incluindo o
protagonista do jogo base.
O combate segue a base já conhecida, mas a
progressão do personagem foi simplificada. A evolução é mais linear, com menos
variáveis e menos foco em crafting complexo. Em vez de correr atrás de projetos
e bancadas para criar armas melhores, você trabalha com algumas variantes que
podem ser aprimoradas diretamente com recursos encontrados pelo mapa, tornando
tudo mais ágil e acessível. O mundo aberto continua grande, complexo e recheado
de atividades opcionais no classico estilo Ubisoft. Quem gosta desse tipo de
conteúdo vai se sentir em casa; quem não gosta pode ignorar boa parte e ainda
assim evoluir o personagem o suficiente para enfrentar a campanha principal sem
grandes problemas.
A DLC From the Ashes
não está incluída no Season Pass do jogo, que cobre apenas as duas primeiras
expansões. Ela precisa ser comprada separadamente. Para quem joga no PC, uma
alternativa bastante interessante é o Ubisoft+, já que a versão do serviço
inclui todo o conteúdo disponível — jogo base e as três DLC's.
Avatar: Frontiers of Pandora, junto com suas
três DLCs — Destruidor do Céu, Segredos das Alturas e Das Cinzas — está
disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, e hoje se apresenta como
uma experiência muito mais completa, madura e alinhada com o universo
cinematográfico da franquia.
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