A terceira temporada da série SILO apresenta Juliette (Rebecca Ferguson) perdida em suas memórias e tenta lembrar sobre o seu principal papel na nova temporada. Ao apresentar flashback, o primeiro episódio derrapa na pista e perde a oportunidade de dar origem a criação dos silos. Como é apresentada no final da temporada anterior.
A principal pergunta que é apresentada na série é o motivo dessa estrutura ser criada como uma forma de salvar a humanidade do apocalipse. Por mas que a primeira temporada fica em muitas conspirações, é nítida que o seu final converge para uma suposta resposta dessa pergunta. Infelizmente a segunda temporada não consegue se manter sólida nessa proposta e faz com que a nossa protagonista se perca em outra estrutura e não traz sequer uma pista, dando a impressão que a temporada não andou.Rebecca Ferguson em pôster da temporada 3 de SILO - Divulgação / Apple TV
Esse primeiro teve uma oportunidade enorme de apresentar essa questão. Se pregam que a humanidade vai entrar em apocalípse, o mínimo que precisa ter é uma apresentação de um projeto que será a salvação da humanidade. Aí sim ter a importância de flashback para esse início de temporada.
Infelizmente as duas linhas do tempo apresentadas se preocupam em apresentar motins que não levam a lugar nenhum e quando volta no passado, não se tem alguma informação sobre a humanidade entrar em colapso. Dando a impressão que a história pode andar em círculos e não sair do lugar.
A graça da série são as conspirações e quais serão as consequências se as pessoas que moram nessas estruturas descorbrirem os seus segredos de origem e que pode ter ou não uma esperança de vida fora desses locais. Justificando as revoltas contra os líderes dessas estruturas.
O primeiro episódio da nova temporada é um potencial desperdiçado sobre sua origem e que essa justificativa será diluida de maneira mínima ao longo dos seus 10 episódios. Isso faz com que o público perca a atenção de sua história e desanime acompanhar semanal.
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