APHELION: Primeiras Impressões

Arte do jogo Aphelion - Divulgação - DON´T NOD

Aphelion chega como mais uma experiência narrativa da DON'T NOD, estúdio já conhecido por priorizar histórias sensíveis e cinematográficas. Disponível já na semana de lançamento no XBOX Game Pass, o jogo aposta em uma proposta bem definida — e que certamente não vai agradar todo mundo.

Ambientado na década de 2060, o enredo acompanha dois astronautas, Ariane e Thomas, enviados em uma missão científica pela Agencia Espacial Européia (ESA) a bordo da Hope-01. O objetivo é ambicioso: explorar o planeta Persephone e avaliar se ele pode abrigar o futuro da humanidade. Tudo muda quando um acidente faz com que a dupla caia nesse mundo congelado, dando início a uma jornada de sobrevivência em um ambiente hostil. A influência da ESA não é só conceitual — ela aparece de forma direta nos trajes, equipamentos e na própria construção científica do universo.

Visualmente, Aphelion impressiona. Os cenários gelados são detalhados e passam bem a sensação de isolamento, com gráficos que, além de bonitos, também são exigentes em termos de hardware. A direção de arte bebe claramente de referências como Interstellar, The Martian, Ad Astra e Arrival, criando uma atmosfera sci-fi mais contemplativa do que explosiva.

No gameplay, o jogo é direto ao ponto: andar, pular, escalar, se equilibrar e atravessar ambientes perigosos. Não há combate — e isso não é uma limitação, é uma escolha de design. Aphelion funciona essencialmente como um “walking simulator” com forte foco narrativo, onde a progressão acontece através da exploração de cenários lineares e da vivência da história. Em alguns momentos, há trechos de maior tensão, exigindo correr, desviar de obstáculos ou atravessar superfícies instáveis, como gelo quebradiço, mas nada que transforme o jogo em algo voltado à ação tradicional.

A estrutura é altamente cinematográfica, com muitas cutscenes e uma narrativa que guia o jogador o tempo todo. A “dificuldade” está mais na travessia dos cenários — manter o equilíbrio, acertar o timing dos movimentos, lidar com a lentidão em certas superfícies. Em alguns casos, isso pode até gerar frustração, mas o próprio jogo permite ajustar opções para tornar a experiência mais acessível.

No fim das contas, Aphelion deixa claro desde o início qual é sua proposta: não é um jogo de ação, nem um desafio mecânico complexo. É uma experiência contemplativa, voltada para quem quer relaxar e acompanhar uma boa história em um universo sci-fi bem construído. É o tipo de jogo ideal para desacelerar depois de um dia cansado, sem a pressão de combates ou sistemas complexos.

Pode não ser para todos, mas para quem entra na proposta, há bastante potencial aqui. Quando a jornada terminar, certamente dá pra avaliar melhor o peso dessa narrativa dentro do catálogo da DON'T NOD.

APHELION está disponível para Microsoft Windows, PlayStation 5 e XBOX Series X/S.

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