| Cena de Luigi, Mario, Yoshi e Peach voando na galáxia - Divulgação / Nintendo / Illumination / Universal Pictures |
A estreia global de Super Mario Galaxy: O Filme já está agitando os cinemas no começo desse mês de Abril, trazendo uma das franquias mais aclamadas da Nintendo para uma adaptação de um jogo amado pelo público, junto do estúdio de animação da Illumination em parceria com Universal Studios, com grande expectativa após o sucesso do primeiro longa em 2023. O público-alvo desse filme é amplo: fãs nostálgicos, famílias em busca de se divertir e os curiosos que vieram pelo crescimento de Mario na mídia cinematográfica, chamado pelas campanhas promocionais, pôsteres e trailers que mostram como a narrativa desse filme ia se focar não só nos encanadores e no restante do Reino do Cogumelo mas com o universo Nintendo que querem construir.
Sobre o filme, o ritmo alterna entre momentos do humor conhecido da Illumination e referências diretas aos jogos da franquia, que foram vários a cada segundo. No entanto, da metade para o final do roteiro ele começa a se comprimir para caber no tempo limitado de cinema, o que deixa algumas histórias arrastadas e apressadas, mas ainda assim a energia das histórias do Shigeru Miyamoto conseguiu ser bom, com sequências de ação bem coreografadas e piadas que funcionam bem para os públicos que iriam assistir. A trilha sonora merece destaque, pois os arranjos de Brian Tyler da OST original dos jogos traz uma imersão pras cenas espaciais e emocionais, criando uma atmosfera que mistura nostalgia e impacto. Você poderá ouvir as músicas do filme no álbum oficial no Spotify, disponível aqui embaixo:
Entre os pontos mais reveladores do filme, temos a relação do Bowser com os irmãos Mario, que aparece inicialmente mais contido por querer proteger seu filho e até demonstrando empatia quando Bowser Jr. tenta atacar eles, mas mesmo com essa camada emocional ele é logo revertida quando o filho consegue manipular o pai, trazendo o clássico vilão de volta às suas raízes, mostrando que o Jr. é um bom manipulador que com seus poderes consegue destruir qualquer um, e essa virada dá um peso dramático na trama. Além disso, o filme revela que as princesas Peach e Rosalina são irmãs, com a Peach sendo enviada por um cano para se proteger dos vilões querendo roubar seus poderes e assim ela se torna princesa do Reino dos Cogumelos, enquanto Rosalina assume o papel de guardiã cósmica e protetora das estrelas.
Outros elementos funcionam mais como fanservice, tipo o Luigi desenhando o Mr Game & Watch com o pincel do E. Gadd para batalhar contra os Bowsers, Fox McCloud surgindo, mas pouco impactante, para ajudar a princesa e os irmãos, lembrando o papel secundário de Donkey Kong no primeiro filme. Esses detalhes fez agradar os fãs que sabem do universo e ao mesmo tempo não compromete a narrativa para quem não conhece os jogos. Esse equilíbrio entre referências e histórias próprias é muito bem trabalhado, podendo entregar momentos que conversa tanto com jogadores quanto com novos espectadores.
E a Nintendo já fez um desfecho pra um gancho pro futuro da franquia: Na cena pós-créditos a Daisy aparece ajudando um dos visitantes do Portal Celeste, sugerindo que o próximo longa pode explorar a história de Super Mario Land, deixando ainda mais empolgante porque abre espaço para a entrada de Wario, assim ampliando o leque de personagens e histórias que podem vir futuramente, sendo um gancho inteligente que mantém o público ansioso e já teorizando pelo que vem depois. No geral, Super Mario Galaxy: O Filme equilibra emoção e espetáculo, mesmo com tropeços de ritmo as vezes, e deixa claro que o universo cinematográfico do Mario junto com outras franquias ainda tem muito a oferecer.
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