O filme A Última Casa traz uma ideia interessante de início e infelizmente se torna chato quando explora a força maior que ameaça o núcleo principal ao longo da assistida.
| Recorte de pôster do filme A Última Casa - Divulgação / Netflix |
Uma família é confinada sem um motivo aparente na própria casa e precisa sobreviver a isso. Todos descobrem da existência de uma força maior que os mantém confinados no próprio lar e precisam sobreviver com os recursos que tem. Eles precisam administrar os recursos que tem para conseguir ficar vivos.
A idéia é muito promissora pois lida como o isolamento pode moldar pessoas e gerar conflitos com seus próximos nesse período. Também gera preocupação com os seus vizinhos durante esse processo. Ao mesmo tempo precisam fracionar os seus recursos para lidar com essa situação.
Como dito, é promissora, infelizmente fica muito monótoma, ficando preso apenas na família principal, por mais que a ideia principal seja essa. É necessário a descrição do cenário a sua volta e ter a sensação de urgência se o que é real e o que é loucura na vida deles. Infelizmente o longa não apresenta esse senso.
A introdução dos elementos lovecraftanos são usados pra simbolizar o quão ruim está sendo esse processo de ficar confinados e cada vez mais sem esperança para as pessoas. É interessante ver em tela como a família principal sobrevive a isso, dando a sensação de esperança que vai ficar bem. Em um ponto é positivo, depois fica muito chato. Se tivesse 30 minutos a menos o longa não iria cansar a assistida, só querer sabe os finalmentes.
Concluindo... A Última Casa sabe equilibrar bem o lovcraftiano com o isolamento. Se fosse menos monótomo durante as 2 horas seria um acerto.
E aí, já assistiu ao novo filme da Netflix? Acompanhe o BansPodNerd.
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