Em entrevista ao podcast The Town, Ted Sarandos (co-CEO da Netflix) afirmou que, caso a empresa efetive a compra da Warner Bros. Discovery, os filmes permanecerão em cartaz nos cinemas por pelo menos 45 dias antes de serem disponibilizados no streaming.
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| Foto de Ted Sarandos na 78ª edição anual do DGA Awards em Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos, em 7 de fevereiro de 2026 - Reprodução / REUTERS |
Além disso, Sarandos foi questionado sobre o lançamento dos filmes em PVOD (premium video-on-demand — essencialmente o aluguel ou a compra de títulos em lojas digitais como Google Play e YouTube).
Segundo o executivo, "os filmes irão dos cinemas, onde ficarão por 45 dias, para o PVOD, e então para o HBO Max". Ele também garantiu que "estamos comprando um modelo de negócios, e não queremos matá-lo”.
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| Fotos das logomarcas da Netflix e Warner - Reprodução / Netflix / Warner Bros. Discovery |
No entanto, ao ser questionado se aceitaria formalizar esse compromisso em contrato, Sarandos desconversou e respondeu com uma brincadeira, dizendo que estava concedendo a entrevista "sob juramento".
O tema preocupa exibidores de cinema em todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos. Embora considerem o período de 45 dias relativamente curto, eles veem com bons olhos a janela de exibição em PVOD antes da chegada ao streaming, já que acreditam que o público ainda prefere a experiência das salas de cinema em vez de pagar pelo aluguel para assistir em casa.
Dessa forma, caso a aquisição seja concretizada, é possível que futuras produções de franquias consagradas como O Senhor dos Anéis e Harry Potter permaneçam por um período razoável em cartaz antes de serem disponibilizadas no streaming.
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